Comida di buteco 2017

Não tenho quase freqüentado restaurantes. Esse moda de fazer o cliente passar fome em pratos brancos com decoração de molhos sem sabor já não me incentiva a sair.

Muito menos senti prazer nessa última edição do comida di buteco.

Vejo que não apenas eu.
A maior parte dos comentários – sérios, não aqueles combinados – expressa também isso.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/comida-di-buteco/2017/noticia/comida-di-buteco-conheca-os-20-bares-e-petiscos-finalistas-do-concurso-nacional.ghtml

Essa invenção de “intitular”  comida de boteco de “comida com cereais” foi um desastre!

Tanto assim que em várias cidades, os locais escolhidos fugiram com rapidez e esmero da camisa de fôrça que havia sido imposta (de impostor) no certame.

Quem sabe no próximo ano a “inzijjênssa” dos desorganizadores seja servir almôndega vegana com bacon de acelga, sem lactose, é claro…

A gourmetização tem estragado tudo o que havia de bom antes em cada região, na criatividade de cada cozinheiro.
Hoje em dia tudo é uma padronização de arrebentar com o paladar de qualquer pessoa que o tenha.

Pior: a preços abusivos!

Coalhada – salgada

Desde criança aprendi a comer coalhada com pepino.
Temperada com azeite, sal e pimenta.
Com ou sem cebola e alho.

É assim que consumo.
Mesmo que não tenha pepino.

Um trem danado de bão é essa pasta de coalhada batida com pepino e alho fresco, com azeite de oliva, acompanhada daquela salada árabe, pão sírio, humus. Isso antes de um carneiro/ cordeiro grelhado (ou assado na brasa).
A pasta pode ser comida com pão também no café da manhã. Com outros deliciosos bolinhos árabes, claro.

Mas coalhada brasileira, com esse monte de açuquinha para adoçar as boquinhas das criancinhas
É HORRÍVEL!!!

Pior ainda esse treco asqueroso, chamado iogurtezinho greguinho,
que os gregos nunca consumiram desse modo, que mais parece rapadura com melado!

Por acaso vaca come açúcar?
Não, mas um salzinho ela bem que aprecia de vez em quando.

Aliás, de que adiantou a criada dos filhos da Princesa Isabel Cristina ter inventado a coxinha de frango,
se depois a brazucada arrezorveu botá catupiry?
Estragou tudo! Agora ficou um trem ruim demais da conta, sô!

 

 

 

dois outros árabes

Pois é, fui a dois outros árabes.

Um em Brasília – o Arabeske (211 Norte bloco C), onde já estive duas vezes recentemente. A primeira para conhecer e a segunda para confirmar.

Bom atendimento, boa variedade, preços (comida por quilo) bem satisfatórios,
MAS
continuei com a impressão de que à comida falta sabor.
Imperdoável.

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O outro fica em Alexânia (metade do caminho entre Anápolis e Brasília), na BR-060, ao lado do famoso Outlet Premium. É o Castelo 21.

Outra vez: atendimento excelente, boa variedade, mas falta alguma coisa para poder ser classificado como um bom e autêntico restaurante de comida árabe.
Aliás, nem se preocupa muito com isso, já que há uma parte do grande restaurante que é especializada em comida “brasileira”.

O edifício é chamativo, em formato de “castelo medieval” e fica bem à beira da rodovia. Tive a impressão, porém, de que o lugar “não pegou”. Falta, acima de tudo, público.
A comida tampouco me impressionou muito. Em Brasília ou em Goiânia (e Anápolis) há restaurantes mais “gostosos”.

Isso, contudo, parece estar sendo uma marca dos muitos novos estabelecimentos que abriram às margens da BR-060, entre Brasília e Goiânia. Não são poucos os estabelecimentos que estão fechados ou que estão vazios. Prevalecem mesmo os mais tradicionais, como os Jerivá, e o Rota-60, de comida goiana, muito freqüentado por grupos de motociclistas.

É, parece que não deu certo. A demanda não se comprovou conforme a previsão (e a ambição) dos proprietários dos outros estabelecimentos.

Jamie Oliver

Coitadinho, ele é igual a político: pensa que as pessoas não têm memória.

Chef Jamie Oliver culpa o Brexit pelo fechamento de 6 restaurantes

Fechou porque teus estabelecimentos são sujos!

A libra não é culpada, muito menos o Brexit.
Europeus não costumam ser clientes deslumbrados.

Agora poderia se mudar para o Brasil definitivamente. Tal como fez o compatriota Ronald Biggs.

 

Dois árabes

Gosto muito de comida árabe – mais especìficamente a comida sírio-libanesa, que leva temperos, e portanto tem sabor, diferentes de outros países do Oriente Médio.

Costumo ir com alguma regularidade ao Manara (Entrequadras Norte 706/707 – Rua do Ceub, em frente à W4).
Há dois restaurantes, um ao lado do outro – o primeiro é de comida por quilo, não apenas com comida libanesa, mas também com comida brasileira. O preço de R$ 53,00 o quilo é justo pela qualidade da comida. Com R$ 30,00 a pessoa sai mais do que satisfeita. No entanto, costuma ficar cheíssssssssimo. É preciso estar preparado para isso.
Ao lado, fica o restaurante com apenas comida libanesa, servido no sistema rodízio. Mais caro, com outro ambiente, mas de se comer até passar mal, de tanto encher o bucho. A água aromatizada com rosas é um caso à parte.

A proprietária, libanesa autêntica, está sempre presente, supervisionando.
O pão feito e assado na hora é simplesmente uma guloseima à parte…

Na minha opinião, o Manara é o melhor restaurante de comida libanesa de todo o Distrito Federal.
Pena que não abra aos domingos.

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Em Anápolis, há uma semana conheci o El Hajj, que fica na sobreloja do Comfort Hotel, na Avenida São João (Avenida Brasil Sul).
Restaurante de hotel que é concorridíssimo e freqüentado não apenas por hóspedes mas, sobretudo, por moradores da cidade.
(Anteriormente ele ficava em outro bairro da cidade.)
Serve comida no sistema de rodízio, também com bastante sabor, e preço bem mais em conta do que o rodízio do Manara em Brasília.
Estando em Anápolis, ou de passagem pela cidade, vale muito a pena uma boa refeição neste restaurante.

Na minha modesta opinião, a comida libanesa é das mais simples (embora demorada para se fazer) e mais saborosas e, sobretudo, saudáveis, de todo o mundo. Dá de 40 a 0 em outras culinárias tão enganadoras e caras… Nunca conheci alguém que não apreciasse essa gastronomia.

Fico agora devendo fotos dos El Hajj. Como tenho a certeza de que voltarei neles em outras ocasiões, oportunamente farei a inserção de fotos.

 

Chicago Prime

Fui nesta semana com um grupo de amigos ao Chicago Prime (114 Sul, Bloco B – Brasília).
O melhor de tudo foi o atendimento. Realmente a equipe é excelente, como raramente se vê aqui em candangópolis. Atenção durante as 4 horas em que lá passamos, sem ser aquele comportamento incômodo de mosquito rondando mesa de doces, tão comum em lugares que desejam parecer “eficientes”.

Compartilhamos as entradas, e cada um pediu seu prato individual.
As carnes estavam todas muito boas, e vieram no ponto conforme pedido por cada comensal.
Cada um de nós pediu um tipo de bebida diferente.
As sobremesas também agradaram.

A conta final deu algo em torno de R$ 150,00 por pessoa, o que não é pouco, mas certamente não foi exagerado, dado o tipo de produtos consumidos e a qualidade do que nos foi servido.

Um lugar agradável, que merece a boa fama de que desfruta.

 

Maria Marum

Tive finalmente a oportunidade de ir ao Maria Marum, restaurante por quilo de comida árabe e brasileira, montado em uma pequena casa no Jardim América – Goiânia (Rua C-263 número 74).

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O proprietário Jorge Elias era corretor de imóveis e partiu para outra linha de trabalho. Deu certo!
Quando fui na segunda vez, na mesma semana, em um sábado, o preço era R$ 47,90/kg.

A decoração é bem agradável e criativa.

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A comida é saborosa e variada. Misturei feijoada e costelinha de carneiro, por exemplo.

img_20161008_123040344O atendimento é bem organizado.

Uma lugar onde voltarei em outras ocasiões.

P.S. Tenho ido outras vezes, e não me arrependi.
Experimente a feijoada servida aos sábados. É cremosa, e não água com feijão.